Você sabe quais são os tipos de cobrança disponíveis para uma empresa? Dominar esse assunto faz toda a diferença na hora de pensar a estratégia do seu negócio, pois ajuda a entender qual a comunicação ideal para cada etapa do planejamento, assim como compreender o que deve ser evitado durante o processo.
Neste conteúdo listamos as principais opções e, também, o que é cobrança preventiva, judicial e via cartório. Boa leitura!
Tipos de cobrança
Encontrar o modelo de cobrança ideal para o seu negócio pode depender de muitos fatores, como o tamanho da equipe, a carteira de clientes inadimplentes, os recursos disponíveis etc. Por isso, vale analisar com calma todos os meios e entender qual se adequa melhor a sua realidade.
Entre os tipos, você vai encontrar desde o envio de mensagens pelo WhatsApp até cartas, tudo vai depender de qual momento o seu consumidor se encontra. Entenda melhor nos próximos tópicos sobre cada meio.
WhatsApp e SMS
O WhatsApp é o aplicativo mais utilizado pelos brasileiros e, por isso, um importante tipo de cobrança. Ele facilita o contato com o cliente, já que é comum que as pessoas acessem o app ao longo do dia e, consequentemente, chequem as mensagens recebidas.
Já o SMS, disponível em todos os celulares, desde os mais antigos até os mais modernos smartphones, podem ser visualizados a qualquer momento pelo consumidor, assim como o WhatsApp.
Ambos os meios são ótimos para enviar lembretes ao cliente e, portanto, podem ser usados dessa forma. Além disso, no WhatsApp, é possível fazer o encaminhamento de arquivos, o que é opção bastante prática.
Telefonema
As ligações telefônicas são uma das formas de cobrança mais conhecidas e muito comuns quando pensamos em assessorias e telecobrança. Um dos pontos positivos é poder conversar com a pessoa, esclarecer dúvidas, fazer acordos e realizar outras tratativas em tempo real, simultaneamente.
Por outro lado, os telefonemas podem ser vistos como um incômodo para os clientes, sobretudo quando empresas fazem essa estratégia de forma incorreta e não respeitam os dias e horários estipulados pelo Código de Defesa do Consumidor — falaremos mais sobre isso no final deste conteúdo.
A cobrança por e-mail também é muito comum, geralmente usada para o envio de boletos. Porém, você pode ir além e encaminhar mensagens importantes, como risco de cancelamento, pedido de cooperação e tentativas de fazer contato.
Um dos pontos negativos é que nem todo cliente verifica a caixa de entrada diariamente, aliás, muitas pessoas têm e-mail, mas ele fica completamente esquecido. Antes de optar por esse meio, vale conhecer bem o perfil do seu consumidor para compreender se esse formato faz sentido com o comportamento do público.
Carta
As cartas são comumente usadas para o envio de boletos e servem muito bem a esse propósito. Nos Correios é possível solicitar o aviso de recebimento (AR), que será encaminhado para a sua empresa quando o consumidor tiver em mãos a cobrança — atenção: é importante que seja a própria pessoa a receber, e não terceiros, como vizinhos, parentes etc.
A desvantagem das cartas é o tempo de envio, que por vezes é longo e acaba por ultrapassar o dia do vencimento do boleto, prejudicando o cliente. Esse tipo de situação pode gerar mal-entendidos e, portanto, é necessário ter uma boa estratégia para evitar que isso aconteça.
Quais são os tipos de cobrança?
Além de conhecer os meios que você pode usar a seu favor, é importante entender dos tipos de cobrança. Eles mudam de acordo com o momento da sua estratégia e, também, a necessidade.
Cobrança preventiva
A cobrança preventiva, na verdade, é uma estratégia de cobrança que pode ser feita por meio de e-mail, SMS e WhatsApp. Como o nome explica, o objetivo é evitar a inadimplência do consumidor, por meio de lembretes que informam a data de vencimento e que ela está próxima de acontecer
Cobrança via cartório de protesto
Uma forma bastante prática de cobrar é levar a dívida ao cartório. Dados mostram que 60% das dívidas são pagas em até uma semana, o que torna esse meio eficaz e segura para credores.
Outras vantagens de cadastrar a dívida no cartório são o baixo custo e a facilidade para encontrar o cliente, seja ele pessoa física ou jurídica.
A alternativa é uma boa opção para empresas que querem tomar uma medida mais amigável antes de partir para a cobrança judicial.
Cobrança judicial
E o que é cobrança judicial? Em casos mais críticos, ela pode ser acionada e acontece por meio da justiça. Geralmente, o credor acessa esse recurso quando a empresa não consegue solucionar essa situação diretamente com o cliente. Esse tipo de cobrança, normalmente, é acionado quando o valor da dívida é muito alto e o consumidor se recusa a pagar. Na maior parte das vezes são débitos relacionados a aluguel, contratos de compra e venda, empréstimo etc.
A cobrança judicial é uma alternativa mais complexa, que necessita de gastos com advogados, além de ser necessário adquirir provas que comprovem a situação. Após o julgamento, o juiz decide um prazo final para o cliente quitar o valor.
Cuidados ao fazer a cobrança
Apesar de haver muitos tipos de cobrança, é importante saber que você deve ir com calma na hora de negociar os débitos. Isso porque o Código de Defesa ao Consumidor estipula limites para essa tarefa, como dia e horário. Confira as boas práticas:
- Seja educado — nunca utilize termos agressivos ou que constranjam o cliente.
- Faça as cobranças apenas de segunda a sexta, exceto em feriados.
- A cobrança deve ser realizada das 8h às 18h.
- Esteja aberto para negociar.
- Deixe claro todas as informações relacionadas à dívida, como nome, endereço, CPF ou CNPJ do fornecedor do serviço ou produto.
- Não cobre em excesso a pessoa.
Com boas práticas, respeito à legislação e com o meio de comunicação adequado, será mais fácil pensar na sua estratégia de cobrança e, consequentemente, colher bons resultados.
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